segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso, faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto. Aceito feliz quem eu sou. Não acho graça em quem não acha graça. Acho chato quem não se contradiz. Às vezes desejo mal. Sou humana. Sou quase normal. Não ligo se gostarem de mim em partes. Mas desejo que eu me aceite por inteiro. Não sou perfeita, não sou previsível. Sou uma louca. Admiro grandes qualidades. Mas gosto mesmo dos pequenos defeitos. São eles que nos fazem grande. Que nos fazem fortes. Que nos fazem acordar. Acho bonito quem tem orgulho de ser gente. Porque não é nada fácil, eu sei. Por isso continuo princesa. Continuo guerreira. Continuo na lua. Continuo na luta. No meio do caos que anda o mundo, ACEITAR É SER FELIZ.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Acontece, meu bem, que nem só porque a luz se apagou a gente perde a capacidade de enxergar. Não é assim? No começo o olho cega, mas depois todo um mecanismo te ajuda a ver de novo, gradativamente, mesmo sem iluminação. A visão acostuma. Até o momento em que outra luz se acenda e a perfeita definição das coisas retorne. E aí talvez essas mesmas coisas nunca mais pareçam o que eram antes. Talvez elas realmente nem sejam mais o que eram antes. Todos nós mudamos nossa percepção uns dos outros. É fatal.
Muitas vezes o medo de não saber ser outra coisa além do que se era é absurdo. Muitas vezes o medo de não saber um monte de outras coisas também, de não poder prever. É isso que eu vejo nas pessoas e em mim mesma: um medo absurdo. Só que quando não estamos mais satisfeitos com os efeitos que provocamos ou com as coisas que (não) fizemos, talvez seja a hora de encarar fantasmas, destruí-los e começar mais uma vez. É bom dar uma chance pra si mesmo, acreditar de novo, modificar o que sobrou. Do pedaço formar um todo. A sensação é incrível, pra não dizer quase sobrenatural. É exagerada, sim, porque não é pouca.
Quantas vezes será que seremos capazes de recomeçar?
Eu quero tudo de novo. Novo. De novo. E não quero nada menos do que muito..
Muita coisa eu ainda não encontrei nem vi. Embora já tenha procurado e visto muita coisa. 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mas adianta fazer planos? Seja qual for o caminho que optarmos seguir, haverá altos e baixos. E isso é tudo. Se fizermos uma auditoria em nossas vidas, em algum momento questionaremos: “e se eu tivesse feito diferente?”. O diferente teria sido melhor e teria sido pior. Então o jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo. Algumas vidas até podem ser tristes, outras são desperdiçadas, mas, num sentido mais absoluto, não existe vida errada.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Porque de algum modo, uma partezinha de mim sempre esperou que talvez, de vez em quando, ou até de vez em nunca, você estivesse andando pela rua e lembrasse da minha existência sem motivos, ou simplesmente porque queria me contar uma piada. E, eu penso em você assim, do nada, enquanto estou procurando um endereço no mapa, ou as vezes esperando a torrada ficar pronta, e inevitavelmente, surge um sorriso no meu rosto...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Algumas tristezas são necessárias para que possamos chorar e nos libertar dessa tristeza ou momento ruim...o choro nos liberta...o choro nos dá um grande alívio para alguns problemas...então, eu choro sempre que preciso...não sei quando devo, mas acontece... 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

E mesmo que os meus passos estejam em falso, mesmo que os meus caminhos sejam os errados, mesmo que minhas convicções equivocadas, mesmo minha maneira de agir seja rude, mesmo que o meu jeito de levar a vida te incomode, eu sei quem sou e pelo que devo lutar. Se você acha que o meu orgulho é grande, é porque ainda não viu o tamanho da minha !

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

“Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar
A mão na cabeça de quem te sacaneia...”

De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece, sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo?

A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não aceito mais ser amiga de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: eu. Podem me chamar de egoísta, eu aceito. Mas chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente - com a gente. Fiquei amarga? Não mesmo. Agora eu sou prática. Vacilou? A porta está aberta, meu bem. Sem dó nem piedade.

Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: quando o “ajudar ao outro” começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. OK. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Salve-se quem puder! (Não é esse o clima?).

É, gente, infelizmente, tudo tem seu limite. A gente nunca vai ajudar alguém que (de alguma maneira) quer te prejudicar. É a mesma coisa que salvar quem está afogando. Se bobear, um abraço. Em um minuto, os dois estarão lá no fundo...

Acho que deveria ser instituído com amigos igual fazemos com namorado. Uma coisa do tipo: querida, vamos terminar... Acho muito digno. E até saudável. Afinal, se quase nada é eterno, quem disse que amizades não podem chegar ao fim?

Eu sempre fui boazinha, admito. Mas...EU FUI. Agora, acreditem ou não, não sou mais. E não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso. Não vou. E, se insistir, eu vou botar pra quebrar, despejar cada palavra dura, doa a quem doer. Estão com medo? (Eu estaria). Cansei de cobranças, chantagens emocionais, meu coração antes mole ficou forte!
Então pra você que acha que eu sou a mesma boba de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), um aviso: tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato.
 
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